10 ”True News” que você deveria saber sobre a Fundação Rotária

Mensagem para o mês de dezembro do Diretor de Rotary International 2019-21, Mário César Camargo



Prometi na última edição que daria uma pausa no assunto monotemático do diretor: quadro associativo. Falaremos nesta edição sobre a Fundação Rotária, apesar de contar com o especialista, Hipólito Ferreira, no Brasil e América do Sul. O curador e eu trocamos ênfases durante toda a gestão, o Hipólito alertando para a prioridade do DQA, eu mencionando a Fundação Rotária como a melhor ferramenta de engajamento de rotarianos de que dispomos.

 

Ao contrário das famosas “fake news”, nós rotarianos somos adeptos das “true news”, notícias fundamentadas, com números, transparência, fatos, comunicados à imprensa, registro fotográfico de projetos, auditoria de campo. Vamos às 10 “true news”, notícias verdadeiras sobre a Fundação Rotária, neste ano 2020-2021.

 

1) As contribuições até 31 de outubro superaram o orçamento em US$ 10 milhões; previstos US$ 149,4 e captados US$ 159,5 milhões, o que evidencia a confiança na Fundação, apesar da crise do covid;

 

2) Os investimentos, por outro lado, foram de US$ 146,9 milhões, contra US$ 104,5 milhões orçados. Esse “excesso de US$ 42,4 milhões investidos decorrem do êxito dos subsídios globais. Como disse o chairman Ravi Ravindran, somos vítimas do nosso próprio sucesso. Esses números não incluem o fundo da Pólio, óbvio, que continua de US$ 150 milhões anuais;

 

3) Em 2013-2014, eram 868 projetos, para US$ 45 milhões investidos; em 2019-2020, foram US$ 100 milhões, para 1350 projetos (este ano, vide item 2). Enquanto os investimentos aumentaram 123% no período acima, a captação aumentou 5%; portanto hoje há uma pressão considerável sobre o caixa da Fundação;

 

4) No Brasil, a ABTRF tem, até outubro, 1027 empresas e clubes cidadãos cadastrados; o projeto é incrementar para 3 mil contribuintes no triênio 2019-2022, o que garantiria US$ 3 milhões anuais de receitas;

 

5) O Seguro solidário, programa com o parceiro Porto Seguro e seguradoras do grupo, tem hoje 21 mil CPFs cadastrados, resultado da campanha do ano passado. Neste ano, o objetivo é dobrar a meta (sem piada, por favor), e atingir 41 mil CPFs cadastrados (ops, a matemática indica 42 mil, mas deixa pra lá);

 

6) O Rotaract, de esponte próprio, mobilizou suas fileiras para engajar-se na captação de recursos para a Pólio; arrecadaram US$ 13.230,00 na campanha de outubro último, para o fundo da Pólio da Fundação Rotária. Isso é uma evidência do acerto da decisão do Rotary em elevar o Rotaract à condição de parceiro;

 

7) Há uma revolta na fixação do dólar rotário; como diretor, recebo manifestações iradas sobre a taxa de R$ 5,72 válida para novembro. Mas toda moeda tem duas faces:

a) a taxa de câmbio é fruto da política econômica governamental de câmbio alto e juro baixo, não é do Rotary;

b) nenhum dos 24 distritos brasileiros reclamou da taxa de câmbio quando recebeu US$ 25 mil, sem contrapartida alguma, da Fundação Rotária para combate ao covid;

c) também foi esquecido o fato de que, sendo recurso do FDUC, o dólar foi investido há três anos, 2017, com taxa média de US$ 3,19. Esse investimento foi retornado agora, em 2020, com taxa média de R$ 5,40, portanto com apreciação de 69% no triênio. Tampouco registrei reclamações dos rotarianos a respeito. Vale para a ida, vale para a volta;

 

8) Até 10 de novembro, foram contabilizados 133 casos de Pólio no mundo, segregados ao Paquistão e Afeganistão. Todos devem saber que, em agosto, a África foi declarada livre da Pólio. O monitoramento e logística apurada estão permitindo detectar casos em locais antes inacessíveis. Além disso, é verdade que a infraestrutura montada pela Pólio está ajudando a detecção da covid em determinados países, assim como ajudou no ebola. Também procede a informação de que a “cadeia fria” estruturada pela Pólio poderá ser utilizada numa campanha de vacinação contra a covid, que dela necessite;

 

9) Paradoxalmente, a taxa de vacinação contra a Pólio no Brasil despencou nos últimos anos. Falta de casos desde 1989, insensibilidade da população ao tema, “fake news” sobre danos decorrentes da vacinação, falta de mobilização. O índice está muito abaixo dos 95% necessários para a imunidade coletiva, com incríveis 48% em São Paulo;

 

10) No ano passado, tivemos o primeiro caso de captação de recursos testamentários, alcançando quase US$ 900 mil, parte doada em 19-20, e o saldo em 20-21. Espero ser esse o primeiro de muitos casos nessa modalidade de doação, uma vez aberto o caminho. Apesar do dólar, a captação até outubro superou US$ 1,5 milhão, uma prova da resiliência e crédito do rotariano na Fundação Rotária.

 

Muitos números, admito. Mas o verdadeiro motor sustentando esses números está nos clubes, nos distritos, nas comunidades: o rotariano. Vocês permitem à Fundação continuar fazendo o bem no mundo. E, aproveitando a oportunidade, um Natal especialmente feliz neste aziago ano de 2020, e que 2021 seja o primeiro ano do resto de nossas vidas.

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