Mês da Educação Básica e Alfabetização: conheça as iniciativas do Rotary 

Instituição atua em diversos países, capacitando educadores e incentivando o aprendizado

 

Setembro no Rotary é o mês de focar em ações na área de enfoque “Educação básica e Alfabetização”. Mais de 775 milhões de pessoas no mundo com mais de 15 anos são analfabetas, segundo dados do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Somente no Brasil, são cerca de 11 milhões de analfabetos, uma taxa de 6,8% e que ainda está distante de alcançar a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), para erradicar o analfabetismo até 2024.

 

Para mudar estes números, o Rotary coordena projetos e iniciativas para fortalecer a capacidade das comunidades apoiarem a educação básica e alfabetização, reduzir disparidade de gêneros na área educacional e aumentar a alfabetização de adultos. Com o apoio da Fundação Rotária, a instituição já participou na criação e melhorias de escolas, ofereceu treinamentos e bolsas de estudos e incentivou a alfabetização de adultos por meio da introdução de programas comunitários.

 

Capacitação de professores

Ir à escola não é o suficiente para resolver o problema do analfabetismo. Orientar e capacitar professores é essencial para aumentar os índices de aprendizado infantil. O Rotary, as Nações Unidas (ONU), a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e outras organizações estão adotando essa abordagem para ajudar os professores a prepararem aulas que garantam um aprendizado efetivo. “O educador tem o poder de transformação.  Investir só em infraestrutura e espaço físico pode não dar resultado nenhum se não houver profissionais treinados e motivados. A valorização dos professores é essencial pra melhorar a educação”, afirma Marcele Minozzo,  diretora de projetos humanitários do Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.

 

“Quando estávamos fundando o nosso clube, imaginando quais seriam nossos valores e  nossos objetivos, fizemos um brainstorming. Pensamos como nós poderíamos mudar o mundo e educação foi um tema muito recorrente”, conta Minozzo. No Distrito 4730, o Curitiba Norte Inspiração está elaborando uma iniciativa para capacitar professores de um centro educacional infantil. O projeto tem como objetivo oferecer treinamentos e workshops para os professores, que devem aplicar os aprendizados em sala e escrever um artigo sobre a experiência. Para reconhecer e valorizar os trabalhos realizados em sala de aula, os três artigos com a melhor classificação serão publicados e o selecionado como vencedor receberá um prêmio. 

 

Alfabetização infantil

De acordo com a Comissão Internacional de Financiamento de Oportunidades Educacionais Globais - criada para defender um maior investimento na área -, até 2030 aproximadamente 264 milhões de crianças carentes não terão os conhecimentos básicos do nível primário e apenas três em cada dez atingirão níveis mínimos de leitura, caso iniciativas para combater esses números não comecem a ser executadas agora.

 

Criado há cinco anos, o projeto Linha de Leitura combate esses números no Distrito 4730. Segundo Celida Helena de Andrade Vieira, coordenadora do projeto, o foco inicial era apenas criar o hábito de leitura nas crianças do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “Consequentemente, tivemos outros resultados, muito maiores do que esperávamos, e que mudaram nosso objetivo principal. As crianças melhoraram muito no quesito alfabetização e em áreas como história, geografia, entre outras”, explica. Somente na região do município de Pinhais, as crianças participantes do projeto tiveram uma melhora percentual de aproximadamente 2 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

 

O Linha de Leitura foi idealizado a partir de um método holandês, em que as crianças são testadas e niveladas de acordo com suas habilidades de leitura. A iniciativa fornece os materiais e agrupa as crianças em duplas com o mesmo livro durante 15 minutos. Em seguida, o desempenho das crianças é avaliado e a professora que aplica o teste determina qual o nível de leitura dos estudantes. São oito níveis e, dependendo do desempenho, as duplas podem ser reajustadas, unindo sempre as crianças que compartilham o mesmo nível. 

“O resultado foi surpreendente porque os alunos têm liberdade de escolher os livros que querem ler. Utilizamos um material lúdico e distribuímos em cestas coloridas de acordo com o nível de leitura”, descreve a coordenadora. Celida também relata que o projeto costuma ser aplicado no início do ano letivo e “permanece na escola para sempre”. 

 

Desde o início da iniciativa, o projeto Linha de Leitura já foi aplicado em cinco municípios do Paraná - Bocaiúva, Colombo, Curitiba, Pinhais e Ponta Grossa -, com a participação de aproximadamente 6 mil crianças. No momento, as atividades estão paralisadas até que seja possível o retorno em segurança das aulas presenciais nas escolas municipais. “Assim que as aulas voltarem ao normal, estaremos disponíveis para implantação em outras cidades”, afirma Vieira.

 

Como ajudar

Saiba como apoiar o Rotary no desenvolvimento de iniciativas educacionais em: rotary.org/pt/our-causes/supporting-education.

 

Fontes:

Taxa de analfabetismo no Brasil | Gazeta do Povo

Apoio à Educação | Rotary

Capacitação de Professores | Rotary

Literacy | UNICEF

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