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Vagão da saúde materno-infantil

Mensagem para o mês de abril da Governadora do Distrito 4730 do Rotary International, Anaides Pimentel da Silva Orth Em abril, nosso trem vem apitando mais baixo e aportando um pouco mais preocupado. Traz no som de seu apito um pedido de ajuda e solidariedade. Traz no tom de seu apito a expressão da necessidade de que todos os clubes e rotarianos estendam mãos e corações para que, com trabalho, inteligência e afeto, possamos buscar momentos melhores para nossa Nação e para nossos cidadãos. Estima-se que aproximadamente 6 milhões de crianças menores de cinco anos morrem anualmente devido a desnutrição, falta de assistência médica e condições precárias de saneamento. Aqui no Brasil, 09 em cada 10 mortes maternas no período puerperal, também poderiam ser evitadas, pois ocorrem principalmente, devido às circunstâncias de mau saneamento e desassistência na área da saúde - problemas completamente evitáveis. A SAÚDE DE MÃES E FILHOS é uma das áreas de enfoque do Rotary no mês de abril. VAMOS FALAR SOBRE ISSO!    Ao longo de nossa viagem rotária, estamos agora vivendo o momento de maior pesar, pelas condições impostas pela pandemia. Estamos perdendo muitos jovens – Força Motriz do nosso amanhã enquanto Nação e, muitas crianças também. Conforme dados da OMS, as crianças que ainda estão vivendo sua primeira infância, são as mais vulneráveis diante de situações adversas pois, ainda são indefesas e se tornam ainda mais frágeis quando não podem usufruir dos cuidados necessários ao seu bom desenvolvimento.   Rotary, vem a cada etapa, ampliando o acesso a cuidados adequados, saneamento, educação e oportunidades econômicas para garantir a saúde e prosperidade de mães e filhos. Apoiamos trabalhos de treinamento e práticas em saúde materno-infantil, incluindo redução da taxa de mortalidade entre menores de cinco anos de idade e a nossa Fundação Rotária capacitar os rotarianos a atuarem na área de saúde materno-infantil, nas seguintes áreas:         Facilitar o acesso a atendimento e tratamento médico essencial para mães e filhos;         Apoiar estudos ligados à saúde materno-infantil nas áreas de: Pré-natal; Trabalho de parto; Fornecimento de equipamentos de pré-natal e atividades informativas para clínicas e hospitais; Iniciativas de capacitação para profissionais e líderes da saúde, como médicos, enfermeiros, trabalhadores comunitários e parteiras; Iniciativas de capacitação para ajudantes de parto; Atividades educacionais de pré-natal e criação de filhos para pais ou guardiães; Iniciativas que expandam ou melhorem trabalhos comunitários relativos à saúde de mães e filhos; Orientação e acesso a controle da natalidade, planejamento familiar, iniciativas de prevenção ou redução de doenças, como HIV/aids e papilomavírus humano (HPV); Orientação e treinamento sobre saúde sexual, principalmente entre meninas adolescentes; Equipes de formação profissional com enfoque em educação e treinamento nas áreas acima, seja em benefício do público em geral ou de profissionais e líderes da saúde; Bolsas de pós-graduação em programas ligados à saúde materno-infantil; Imunizações para crianças abaixo de cinco anos de idade; Imunizações para meninas e mulheres; Intervenções médicas para o combate da pneumonia, diarreia, malária e sarampo para mães e filhos abaixo de cinco anos de idade; Intervenções médicas para reduzir o impacto de doenças sexualmente transmissíveis em mulheres, como HIV/aids, câncer cervical, gonorreia, sífilis, etc. Prevenção da transmissão do HIV de mães para filhos; Promoção da amamentação e outras intervenções para combater a desnutrição; Cirurgia da fístula; Cirurgias ou tratamento para correção da fenda palatina; Cirurgias vitais e para curar problemas congênitos que contem com o suporte da infraestrutura local de saúde e com o devido acompanhamento pós-operatório.   Suba aqui! Você Rotariano e seu Club são o combustível que pode fazer esse nosso trem andar em direção à saúde e à preservação da vida de crianças e de suas mães. Dentre esse elenco de atividades, há um ou mais de um, que seu Club pode desempenhar com conhecimento e afeto. Nosso trem apita mais forte e mais sonoro quando nos envolvemos de corpo e alma.

Dez conselhos para líderes do Rotary em sete minutos

Mensagem para o mês de abril do Diretor de Rotary International 2019-21, Mário César Camargo     Companheiros, não é miojo, mas são pensamentos instantâneos para guiar sua trajetória como líderes do Rotary em 2021-22. Ou em 2022-23, 2023-24 e assim por diante. Chamá-las-ei de pílulas de gestão rotária.    1 - Seja como a Bíblia prescreve: quente ou frio, jamais morno. Você recebeu uma tarefa, uma missão, oportunidades de liderar pessoas do seu nível. Não desperdice, gestando mediocremente, sem paixão, sem compromisso, cumprindo tabela. É efêmero, agarre o dia, como dizia o poeta Robert Frost. Logo você será apenas mais um retrato na parede. O que restará é o que você deixou nos outros, não para os outros.  2 - Seja empático: o verbo síntese do Rotary é servir. Para tanto, você precisa abstrair do que ele é mais vital: seu ego. Tente colocar-se de uma forma empática, no lugar do outro. Raja Saboo, presidente 1991-92 do Rotary International, tinha o lema Olhe Mais Além de Si Mesmo. Pense nisso, pelo menos nesse ano. No próximo, você terá a chance de retornar ao velho egocentrismo, muitas vezes necessário para a subsistência humana .  3 - Seja convergente. O que nos une no Rotary é mais forte do que o que nos separa. Essa é uma lição frequentemente esquecida por líderes, que, por terem se dedicado durante um ano, pensam adquirir, no jargão moderno “lugar de fala”, o suposto direito de ditar regras. Pesquise sempre, num confronto, os pontos de convergência; eles sempre hão de existir. O bom líder une, não divide. Desconfie dos líderes que incitam confrontos; normalmente, têm uma agenda oculta. 4 -  Seja flexível. Não se apegue demasiadamente às suas idéias, elas podem conduzi-lo ao fracasso. O mundo é dinâmico; este mundo pós-Covid-19, ainda muito mais acelerado. O que era dogma hoje já não se sustenta. Melhor ser o bambu, que acompanha os ventos, do que o carvalho, que é derrubado por eles. Não implica ser metamorfose ambulante, coerência é basal, mas acompanhar a evolução do comportamento humano é premente. Pergunte à Kodak. 5 -  Seja acessível. Alguns líderes imaginam que o cargo lhes traz projeção, distanciamento, púlpito, lugares privilegiados à mesa. Rotariano é voluntário, Você não tem o condão de demitir o mais humilde deles; ao revés, você depende deles para adimplir seu trabalho. Liderar é mais dever do que poder, e, não por acaso, o líder mais escuta do que fala, ainda que rotariano tenda falar muito. 6 -  Seja aprendiz. Falar, escutar, mediar, ponderar, convergir, resolver, responder. Se você não teve a oportunidade profissional de aprender a exercitar esses verbos, a gestão do distrito ou do clube certamente vai ensiná-lo. Desde que você esteja aberto ao aprendizado. Não conheço quem saiba tudo sobre o Rotary, aliás, não conheço quem saiba tudo mesmo sobre a própria profissão. Saiba aprender sobre o Rotary, suas histórias inspiradoras de servir, e saiba aprender o que esse ambiente pode ensinar. 7 -  Seja exemplo: suas palavras inspiram, suas ações arrastam. Você estará falando com líderes, não há ingênuos. A distância entre o discurso e a prática não sobreviverá a um seminário. Se você propuser aumento do quadro associativo, patrocine um novo associado. Se chamar para um aporte à Fundação Rotária, doe primeiro. A incongruência entre a fala e a ação é motivo de escárnio, e também da derrocada de muitos líderes rotários, que encaram o cargo como recompensa. Cargo é apenas um dever adicional, uma oportunidade de servir e dar o exemplo.  8 - Seja diligente. Como dizia a professora do primário (antigamente, hoje nem sei mais): faça a lição de casa. Se marcar visita, cumpra. Se marcar um seminário virtual, compareça. Se lhe concederem sete minutos para fazer uma chamada inspirativa, como essa, não reclame: trabalhe. Os discursos mais curtos são os que mais demandam tempo para concluir, porque densos. Não recuse convites porque é longe, ou desinteressante, ou o clube é pequeno. Cabeças brilhantes existem em clubes de qualquer dimensão. 9 -  Seja positivo. Líder rotário derrotista desconhece a história de Paul Harris, que, antes de fundar instituição, foi de quase todas as profissões, das mais simples à de advogado. Nunca se deixou abater, e cada uma delas ensinou-lhe algo que serviu à instituição do Rotary. Resultados ruins são motivo para desafio, não desanimo. Conflitos são oportunidades para mediação, não polarização. Seus liderados são voluntários, não esperam mensagem de desalento, mesmo diante de dificuldades. Não lhes dê desculpa para abandonarem o Rotary. 10 -  Seja feliz. O maior capital adquirido pelo líder rotário são as amizades, que, como o cartão de crédito de outrora, não tem preço. Amizade no mundo todo, sem interesse, partilhando dos seus valores, oportunidades de conectar-se globalmente e conhecer o mundo sob uma ótica de serviço. Encare como um desafio que o fará um ser humano melhor, mais feliz, mas completo. Senão, não vale a pena, e é melhor colocarem outro líder no seu lugar.   Aproveito o ensejo para seguir o conselho número dois: empatia. Como diretor, estendo meus sentimentos às famílias enlutadas da Zonas 23 e 24 pelas lastimáveis perdas de líderes rotários em função da covid-19. No dia 11 de março, hoje, quando a pandemia completa um ano de decretação pela Organização Mundial da Saúde, manifesto minha dor pelos companheiros abatidos na luta contra a praga. Que as 2,6 milhões de mortes possam deixar um legado de maior solidariedade com o próximo .

Nosso mais novo propósito

Mensagem para o mês de abril do Presidente de Rotary International 2020-21, Holger Knaack     Este ano celebraremos o Dia da Terra, em 22 de abril, com novo propósito. O meio ambiente agora é uma das áreas de enfoque do Rotary. A solução das grandes questões começa por cada um de nós, e há muito que podemos fazer como indivíduos a partir de simples mudanças do comportamento: reduzir o uso de plástico e utilizar a energia de forma responsável, para ficar em apenas dois exemplos. Mas agora temos a oportunidade de nos unir para fazer mais.  Apoiar o meio ambiente não é novidade para o Rotary, pois há tempos os clubes trabalham em questões ambientais com base nas necessidades locais. Agora a mudança climática — um problema que afeta a todos nós, sem distinção — exige a colaboração conjunta mais do que nunca. Alberto Palombo, engenheiro venezuelano que vive no Brasil e é membro da Equipe de Consultores Técnicos da Fundação Rotária (Cadre), diz: Por 30 anos, meu trabalho tem sido me conectar a comunidades e políticos para cuidar do meio ambiente. Hoje, estou entusiasmado com as oportunidades do Rotary para ajudar a reduzir a degradação ambiental e tornar as comunidades mais sustentáveis do ponto de vista ambiental. Em todas as comunidades onde temos Rotary, Rotaract, Interact Club ou Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário há desafios ambientais. Como rotarianos, podemos nos tornar administradores da sustentabilidade ambiental e adotar os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030 em nosso cotidiano, seja em casa, seja no trabalho, seja no clube. Então, podemos incorporar esses princípios aos projetos que fazemos . Meu clube está envolvido com projetos de água em ambiente há bastante tempo. Buscamos oportunidades para capacitar os rotarianos e promover em nossa região e além dela, trabalhando com grupos como a Rede Interamericana de Recursos Hídricos e o conselho Mundial da Água.  Clubes locais trabalharam com o Grupo Rotary em Ação pela Água, Saneamento e Higiene (wasrag.org) para ajudar o Rotary a conseguir um lugar à mesa durante o Fórum Mundial da Água de 2018, em Brasília, onde discutimos como as comunidades podem se recuperar de desastres ambientais como causado pelo rompimento de uma barragem de mineração no Rio Doce, em Minas Gerais, em 2015. Cuidar do nosso planeta é um esforço que não tem fim. Para causar impacto, devemos alinhar nossos conhecimentos, habilidades e entusiasmo — e o Rotary é excelente nisso. Como integrante do Grupo Rotary em Ação pela Sustentabilidade Ambiental (esrag.org), tenho visto como nosso trabalho em prol do meio ambiente se encaixa em muito do que já estamos fazendo pela água e em nossas outras áreas de enfoque. Os associados ao Rotary não são meros espectadores; nós agimos. Vamos trabalhar juntos e causar um impacto ainda maior.  O apoio da Fundação Rotária definirá este novo capítulo da nossa história. Vamos contribuir muito para o meio ambiente aproveitando os resultados obtidos em projetos já financiados por Subsídios Distritais e Globais. E vamos procurar maneiras de colaborar mais estreitamente e causar um grande impacto positivo nas questões ambientais globais. E vamos incorporar as preocupações com o meio ambiente em todos os nossos programas, projetos e eventos. Rotaractianos e participantes de nossos programas para jovens esperam que o Rotary assuma uma posição clara e forneça uma visão de liderança. Trabalharemos com eles, buscando soluções inteligentes para os problemas com os quais terão de lidar. Nossos incríveis associados, rede de contato e a Fundação Rotária nos dão a capacidade de contribuir de uma forma importante e duradoura. Descobriremos juntos como o Rotary abre oportunidades para expandirmos nossos serviços e preservarmos esse planeta que é a casa de todos os nós.

Wolf Road Expedition: o sonho de conhecer e fazer o bem pelo mundo

Com múltiplas metas, expedição planeja ações voluntárias em vários países e localidades    O cerne do Rotary está na conexão e união internacional de associados em prol de servir ao próximo. Este também é o cerne de João Batista Piana, empresário e rotariano de 54 anos que projetou a Wolf Road Expedition, uma jornada que irá unir viagem e serviços voluntários pelo mundo. A expedição elaborada por Piana terá duração estimada de cinco anos e espera cumprir diferentes metas e objetivos, entre eles está o de se tornar o rotariano que mais visitou Rotary Clubs e de ajudar pelo menos uma pessoa por dia. “Quero aproveitar a vida, fazer amizades, ouvir mais e falar menos. E quero ajudar pessoas também, então vou viajar conciliando [essa experiência] e ajudando o próximo”, conta João Piana, associado do Rotary Club de Curitiba III Milênio.   Devido à pandemia provocada pela covid-19, o cronograma da Wolf Road Expedition pode sofrer alterações. A primeira fase começa no próximo mês, em que Piana deve viajar para propriedades familiares particulares até que seja possível e seguro retomar os planos originais de conhecer diferentes partes do Brasil antes de seguir para a fase internacional da expedição.    A equipe do Distrito 4730 conversou com o rotariano sobre os planos para a Wolf Road Expedition e a motivação que levou ao surgimento do projeto. Confira a entrevista na íntegra:   D4730: Conte-nos um pouco sobre a Wolf Road Expedition. Como você está planejando esta expedição? João: A viagem deve começar agora no final de março. É uma época de pandemia, não é uma época de viajar, então optei por ir até a fazenda da minha família, no Mato Grosso do Sul. Vou ficar no interior, mais isolado do que neste momento aqui na cidade. A partir do momento em que a pandemia [acalmar] e eu estiver vacinado, quero conhecer todo o Brasil. Quando as fronteiras estiverem abertas, vou descer até o Ushuaia (Argentina, cidade de onde partem barcos para a Antártida) e depois vou viajar subindo até o Alasca, nos Estados Unidos. Todo o projeto da viagem tem previsão para durar cinco anos e está subdividido em vários grupos de ação.  Por exemplo, no Rotary, tenho a meta de ser o rotariano que mais conhece clubes pelo mundo. Pretendo conhecer as três Américas, além da Europa, África, Ásia, etc. [Nesses lugares,] vou visitar clubes de Rotary, fazendo amizade com esses rotarianos e criando um vínculo mais próximo, para mostrar nossa cultura aqui do Brasil e de Curitiba para eles.  Pelo caminho, vou fazer serviços humanitários e comunitários junto com os companheiros de Rotary. E esses serviços podem ser variados, como chegar a uma escola e levar conhecimento técnico, promover gincanas ou fazer um natal solidário. Onde estiver, quero ajudar de alguma maneira, em nome da minha expedição e em nome do Rotary.  D4730: Como devem funcionar as viagens? João: Minha ideia é: eu chego em uma cidade grande e alugo uma kitnet, lá vai ser minha base/ponto de apoio. Montei uma caminhonete bem equipada com tudo que vou precisar para essa viagem — com cama, cozinha, chuveiro, fogão, etc —, só que não vou morar no carro. Vou usar esse apoio móvel e equipado para conhecer os lugares próximos da cidade grande que será minha base. Estou pesquisando dia e horário das reuniões de Rotary Clubs para adicionar no meu roteiro de viagem, para que já consiga me localizar e participar dos eventos assim que chegar à cidade [daqueles clubes] e fazer amizades com os rotarianos.  Também tenho outros projetos paralelos que quero realizar durante a viagem. Estou estudando medicina natural e crendices populares para escrever um livro sobre os aprendizados que fizer em cada região que conhecer. Outro projeto é um canal no Youtube sobre a minha viagem, onde também quero adicionar vídeos sobre culinária local e comidas típicas, porque viagem, turismo e culinária tem tudo a ver. D4730: A expedição terá companhia de outros companheiros rotarianos? E parcerias? João: A viagem por enquanto é solo, vou viajar sozinho. Algumas pessoas comentaram que gostariam de fazer alguns trechos da viagem comigo, por exemplo me acompanhar durante a fase que deve acontecer na Argentina. Também tem algo que me disseram recentemente e que carrego comigo para todo lugar: “Ah, mas você vai viajar sozinho, não é muita solidão?”. Existe a solidão e a solitude. A solidão é quando você está sozinho e sofre por estar sozinho, e a solitude é quando você está sozinho e se sente bem por estar fazendo alguma coisa. E [por outro lado] não vou estar sozinho, tenho certeza que vou fazer vários amigos por cada cidade passar. Quanto a parcerias, no momento todas são em termos de apoio e não de patrocínio. Tenho parceria com as empresas da minha família: as minhas duas empresas, a fazenda turística e hotel do meu irmão e a empresa do meu filho. Também tenho o apoio do Rotary, que permitiu a divulgação da instituição durante a viagem. Vou levar uma bandeira do Rotary e uma do meu clube durante a jornada, assim vou ter a oportunidade de divulgar o nosso trabalho e explicar o que é o Rotary para as pessoas. Acredito que isso também vai dar uma visibilidade maior para a nossa instituição, precisamos divulgar o Rotary. D4730: Como a expedição não será patrocinada, qual a estratégia para realizar as viagens e ações voluntárias? João: Tenho uma bagagem de experiência muito grande na área de empreendedorismo, gestão de empresas, tudo isso. Uma das razões da viagem [acontecer agora] é que dois anos atrás comecei a estudar com foco centralizado no mercado financeiro. Tenho me preparado e me especializado, porque as viagens da expedição serão custeadas pelo que eu conseguir ganhar no mercado financeiro. Isso já está me dando bom resultado, por isso não dependo da minha empresa [para a viagem], nem de empréstimo, patrocínio, etc. E, com um bom computador e uma boa internet, posso acessar o mercado financeiro de onde estiver, consigo trabalhar no mercado financeiro e tirar meu sustento em qualquer parte do mundo. Para as ações humanitárias e voluntárias, estou criando um site para vender meus produtos personalizados. Todo lucro angariado neste site será destinado para essas ações, sendo que 50% será para a Fundação Rotária e 50% para os projetos humanitários que eu estiver realizando durante a expedição. Não tem fins lucrativos, não sustenta a viagem em si, o dinheiro deste site é exclusivamente para as iniciativas humanitárias. D4730: De onde surgiu a inspiração para criar a Wolf Road Expedition, unindo viagem e voluntariado? João: [A Wolf Road Expedition surgiu] da paixão por viajar. Primeiro, sempre gostei de viajar. Quem não gosta de viajar? Segundo, sou um cara novo, vou fazer 55 anos, tenho disposição física de fazer uma viagem, por que não fazer? Terceiro, posso continuar trabalhando na minha empresa e ela adquirir mais sucesso do que ela já tem, mas até quando vou trabalhar? Será que até os 60 ou 65 anos vou ter condições físicas e financeiras de fazer isso, como eu tenho hoje? E eu gosto de conhecer pessoas, lugares e desafios novos. Também sou apaixonado por culinária, gosto muito de cozinhar e um dos projetos é fazer comida em lugares inusitados.  Então, agora que estou realizado pessoalmente e profissionalmente [decidi começar esse projeto]. Tive um casamento de 29 anos muito bom, tenho dois filhos maravilhosos e as empresas estão indo bem. Minha família pode tocar o negócio e com a tecnologia posso ajudar de onde estiver. E o que está faltando para mim? Quero aproveitar a vida, conhecer pessoas, fazer amizades, ouvir mais e falar menos.  Quero fazer mais coisas por outras pessoas. Se você puder fazer uma coisinha, por menor que seja, por uma pessoa — e se todo mundo fizer o mesmo — isso muda o mundo. Quando você ajuda alguém, vê que seu problema não é nada comparado ao dessas pessoas. Minha meta é fazer uma boa ação por alguém todos os dias, por 365 dias. Vou viajar conciliando [essa experiência] e ajudando o próximo.  Também desejo deixar uma marca. Desde jovem, sempre quis escrever alguns livros. Um dia irei morrer e cair no esquecimento, mas se você tiver um livro ou plantar uma árvore, você vai estar vivo de alguma maneira por muito tempo. Onde acompanhar a Wolf Road Expedition? Facebook: Wolf Road Expedition Instagram: @wolfroadexpedition

Comissão Distrital de Indicação já tem indicado para o ano rotário 2023-24

A Comissão Distrital de Indicação, após uma criteriosa análise, chegou por unanimidade a um nome para o cargo de Governador Distrital no ano rotário 2023-24. Por isso, a Governadora do Distrito 4730*, gestão 2020-21, Anaides Pimentel da Silva Orth, no exercício da sua função, torna público o comunicado da indicação.   Confira aqui o parecer da comissão. __________ * Distrito 4730 é a área administrativa do Rotary International que compreende Curitiba, Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Paraná.

Recursos hídricos e saneamento: preservando o bem mais essencial para a vida

Conheça as iniciativas do Rotary para conservar e fornecer água potável para as comunidades em todo o mundo   Em março, o Rotary dá ênfase à área de enfoque de recursos hídricos e saneamento, buscando conscientizar sobre a importância de recuperar, preservar e conservar a água. Para a instituição, restaurar os recursos de água potável e viabilizar seu acesso por meio de saneamento básico, significa ao mesmo tempo proteger o meio ambiente e promover qualidade de vida e saúde para comunidades vulneráveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento representa uma economia de 4,3 dólares em custos de saúde no mundo. Uma das metas que o Rotary espera concluir até 2030 é fornecer água e saneamento para todas as pessoas, no mundo inteiro.   Ainda uma realidade para diversas comunidades, a falta de acesso à água e saneamento pode ter consequências severas, como o aumento de doenças infecciosas. Lançado no Dia Mundial da Água (22/03), um relatório de agências do Sistema Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que mais de dois bilhões de pessoas no mundo são afetadas pelo estresse hídrico - quando a demanda por água é maior que a capacidade de distribuição - e pela redução na qualidade do recurso. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, mostram que somente no Brasil cerca de 86 milhões de pessoas não têm acesso adequado à água, seja por fornecimento irregular, qualidade ruim ou quantidade insuficiente. No Paraná, a maior crise hídrica dos últimos 40 anos levou ao estabelecimento de um rodízio no fornecimento para evitar a escassez total do recurso hídrico.   Conservação e conscientização: um trabalho em equipe O Rotary trabalha internacionalmente para mudar este quadro, incentivando projetos e realizando parcerias com comunidades locais e outras organizações para expandir o alcance das ações humanitárias. Em 2020, o Rotary no Paraná - representado pelos Distritos 4630, 4640, 4710 e 4730 de Rotary International - e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) uniram forças, retomando uma iniciativa especial que deve gerar ações de educação e conservação ambiental em todo o estado. “É uma parceria que na verdade abrange todas as áreas de enfoque da nossa instituição: trabalhar com o meio ambiente e com o saneamento, é também trabalhar com a questão da saúde”, explica Anaides Pimentel da Silva Orth, Governadora 2020-21 do Distrito 4730*.    A parceria foi firmada por meio de um Termo de Cooperação, que terá duração de dois anos e determina como as ações devem funcionar neste período. O termo também estreou uma nova modalidade de clube com a criação do Rotary Club Corporativo Sanepar, responsável por acionar os projetos nas comunidades junto aos outros clubes rotários. Serão realizadas diversas ações: atividades de sensibilização ambiental; mutirões de limpeza e de plantio; oficinas socioambientais e ações de comunicação ambiental; e projetos inspirados em datas específicas - como Dia da Árvore ou Dia Mundial do Meio Ambiente. Também devem ser desenvolvidas atividades nos Centros de Educação Socioambiental da Sanepar e em Unidades de Conservação, além de fomento ao abastecimento adequado de pequenas comunidades rurais.   Água é vida! O Distrito 4730* também firmou parcerias com órgãos não-governamentais (ONGs) e empresas privadas para projetos de educação e conservação ambiental dentro da sua área administrativa. Em colaboração com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e a Grande Reserva Mata Atlântica, o projeto distrital “Água É Vida!” divulga vídeos curtos no Youtube sobre a importância da conservação de recursos hídricos.   Liderada pelo Interact 4730 - programa patrocinado pelo Rotary para formação de líderes -, a iniciativa EcoCiclo será lançado em abril, com várias propostas de ações para todos os clubes da família rotária. As atividades tem como objetivo a preservação do meio ambiente, conscientizando a população e realizando operações na comunidade. Serão cinco propostas principais, visando a integração dos Rotary, Rotaract e Interact Clubs do distrito.    Em fase de planejamento, o projeto Rios Urbanos terá como objetivo tratar rios e nascentes das cidades grandes. A meta é tratar as microbacias que alimentam os rios maiores, responsáveis pelo abastecimento das cidades. Resultado de uma parceria entre Secretarias do Meio Ambiente, Sanepar e Rotary, o projeto será dividido em várias fases, como: educação das comunidades que vivem em torno dos rios e nascentes; contatar órgãos públicos para impedir esgotos jogados nos rios; oficinas em escolas para ensinar a importância da conservação de recursos hídricos para crianças; entre outras. Durante este momento de pandemia, os primeiros conteúdos do projeto Rios Urbanos serão exclusivamente virtuais e devem começar a ser divulgados também a partir de abril.   __________ * Distrito 4730 é a área administrativa do Rotary International que compreende Curitiba, Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Paraná.

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