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Mensagem para o mês de maio do Diretor de Rotary International 2019-21, Mário César Camargo
“Um navio no porto está seguro. Mas não é para isso que os navios foram feitos.” – William Shedd
Este é o penúltimo artigo que escrevo para a Rotary Brasil numa sequência de 72 meses, desde julho de 2015, quando assumi o cargo de curador da Fundação Rotária. O tema do aprendizado nesses seis anos será o foco do último artigo, no próximo mês. Neste, quero ressaltar as lições aprendidas em 13 meses de confinamento pela Covid-19, como todos os rotarianos da América do Sul.
1- O Rotary caminha para uma maior diversificação.
As tendências pré-pandemia foram exponencializadas por ela: ingresso crescente de mulheres, de rotaractianos e outros públicos. Nosso desafio de descolar da estagnação será superado em nossas zonas de redução do quadro associativo pela incorporação de audiências novas. Nossas zonas 23 e 24 apresentam expressiva participação feminina, em torno de 30%, superior à média mundial de 24%. Testemunhei a posse virtual de mais de 2.000 novos associados ao longo desses 13 meses e minha contabilidade pessoal indicou 50% de participação feminina, o que necessariamente refletirá numa fatia maior nos próximos gráficos. Haverá incorporação de novos públicos, como minorias sociais, dentro da ênfase recentemente implantada pelo Rotary de diversidade, equidade e inclusão. “Ah, mas o Rotary não é mais o mesmo, corremos o risco de extinção”, lamentam alguns. Nem pensar. A instituição apenas segue o mantra de seus 116 anos: ser um corte transversal da comunidade. Muda o entorno, muda o Rotary. Até para sobreviver.
2 - O Rotary caminha para um maior rejuvenescimento.
Por sua cobertura territorial global, diversidade cultural e pelos diferentes cenários econômicos dos seus 528 distritos, nossa organização reage a passos de paquiderme às mudanças. Não somos uma multinacional de cerveja, que rapidamente conquista mercados, aniquila ou compra concorrentes, demite para baixar custos. Somos uma organização humanitária, baseada na solidariedade e na diminuição das mazelas de nossas circunscrições. Reagimos como um transatlântico, não um barco de corrida. Levamos 84 anos para incorporar mulheres ao quadro associativo e 61 para perceber que os jovens são uma força vibrante e nossos herdeiros. Nossa lupa voltou-se à juventude há pouco tempo, ainda que nossos óculos a tivessem mirado seis décadas atrás. O desafio virtual somente acelera esse olhar para os jovens por seu natural conforto com os meios digitais, seu “habitat” de berço. O Rotaract cresce 8% ao ano, enquanto o Rotary encontra-se estagnado há 25 anos. Os rotaractianos compartilham e valorizam nossos ideais, programas, jargão, objetivos. Naturalmente, isso implicará em ajustes e aproximação para reduzir o hiato geracional. Mas um capitão de empresa não faria diferente ao ser mentor dos seus sucessores. A pandemia ajuda no processo de incorporação dos jovens ao Rotary, ao contrário do que muitos pensam.
3 - O Rotary caminha para uma maior flexibilização, com mais conteúdo e menos forma.
A pandemia tem efeito duplo e antagônico: ao mesmo tempo que ceifa a vida de centenas de rotarianos de protagonismo e liderança, um efeito nefasto e doloroso, provoca uma reflexão sobre nossas prioridades. Somos um clube de amigos e amigas que se reúnem semanalmente para confraternizar ou um clube com foco na comunidade? Esse período de ausência presencial ajudou-nos a atestar que os clubes podem funcionar fora do modo tradicional. Os clubes satélites foram criados muito antes da pandemia, mas seu conceito é hoje mais palatável com a migração para o ambiente virtual. Clubes com propósito, projeto, que reúnem gente em torno de uma ideia, para resolver um problema. Um conceito novo, que antes da pandemia era mal compreendido, e que a pandemia ressaltou como alternativa viável. Voltaremos às reuniões presenciais? Óbvio, todos ansiamos por isso. Mas não creio que futuramente seremos responsáveis por gerar mais receita para os bufês dos clubes do que para os projetos. Voltamos ao essencial: Service Above Self. Sobre a frequência: 100% de frequência durante anos, sem qualquer compromisso com a comunidade; ou menor frequência com propósito e engajamento? Nossa régua para medir comprometimento mudou, e a pandemia involuntariamente contribui para esse câmbio.
4 - Por último, o Rotary caminha por onde sempre caminhou.
A pandemia e as reuniões virtuais mudaram as tendências do quadro associativo? A resposta é um contundente não. Países como Índia e Taiwan cresciam antes da pandemia e a tendência permanece. Os do bloco intermediário, como Brasil e demais países da América do Sul, apresentam comportamento de altos e baixos, independentemente do novo coronavírus. Países que já lideravam a corrida negativa do decréscimo, como Inglaterra e Estados Unidos, descem ladeira abaixo no quadro associativo. Ficar de braços cruzados diante da pandemia é chorar. Admitir novos associados e fundar clubes é vender lenços. Somos da segunda turma. E prestem atenção ao dia 3 de maio de 2021, quando teremos a maior posse coletiva do Rotary no Brasil. Desafios não nos assustam, só nos motivam. E nossos navios estão no mar, em águas revoltas, que testam os verdadeiros capitães.
Mensagem para o mês de maio do Presidente de Rotary International 2020-21, Holger Knaack
Por muitos anos, Susanne e eu hospedamos vários estudantes do Intercâmbio de Jovens do Rotary. Tenho verdadeira paixão por este programa, que foi a minha porta de entrada para o Rotary. Ficamos muito tristes quando tivemos que suspender as viagens por causa da covid-19, principalmente pelos jovens, pois os anos para participar de um intercâmbio não voltam. Porém, isso foi necessário para manter todos em segurança.
Devido às muitas incertezas trazidas pela pandemia, o Conselho Diretor do RI decidiu suspender intercâmbios presenciais até junho de 2022. Agradecemos imensamente aos dirigentes de Intercâmbio de Jovens, famílias anfitriãs e voluntários por sua cooperação, e incentivamos os distritos a oferecerem intercâmbios virtuais neste meio tempo para conectar estudantes e comunidades do mundo inteiro.
Aqueles que não podem participar do Intercâmbio de Jovens do Rotary devem considerar outras oportunidades que oferecemos, como o Intercâmbio de Serviços às Novas Gerações. Esse programa é excelente para quem está na faixa etária de 18 e 30 anos e quer prestar serviços comunitários individualmente ou em grupo e, de quebra, ganhar experiência equivalente a um estágio. Simukai Matshalaga, rotaractiana do Zimbábue, ficou com Susanne e eu em Ratzeburg três anos atrás enquanto fazia esse intercâmbio.
Quando me inscrevi ao Intercâmbio de Serviços às Novas Gerações, não percebi que estava por iniciar uma experiência que mudaria minha vida. Este programa me deu isso e muito mais. Ele me ensinou sobre a importância de errar, aprender e continuar sendo eu mesma.
Alguns dos melhores momentos foram à mesa do jantar. Lembro do calor humano e da gentileza como fui tratada em cada casa que morei. Levei algumas semanas para entender como um estranho podia cuidar de mim com tanto carinho como os membros da família Rotary. Fiquei inspirada com as lições de humildade que tive convivendo com tantas pessoas incríveis. Conheci uma nova cultura e percebi que as únicas coisas que nos separam são nossas experiências e, às vezes, nossas falsas suposições.
Profissionalmente, o intercâmbio aumentou minha confiança como engenheira. Ao ver como outras organizações lidavam com os problemas, percebi que eu era a pessoa certa para superar desafios no meu próprio país. Ao voltar da Alemanha, recusei uma promoção, deixei meu emprego e me dediquei a abrir uma empresa familiar – uma decisão que jamais teria tomado antes, por puro medo.
Estou em dívida com a família Rotary. Não tenho certeza se os amigos, mentores e famílias que conheci sabiam que mudariam minha vida permanentemente. Espero que agora eles saibam.
O Rotary mudou a vida de Simukai e pode mudar a sua também. Todos nós podemos vivenciar algo semelhante, mesmo que de longe. Assim, eu incentivo você a fazer uma viagem virtual este mês para participar de reuniões de outros clubes on-line. Você verá como o Rotary é diferente ao redor do mundo ao conhecer pessoas e fazer novos amigos.
Vamos aproveitar as atuais conexões on-line para, quando chegar a hora certa, desfrutarmos novamente dos intercâmbios presenciais, inclusive o Intercâmbio Rotário da Amizade, um programa excelente para associados de todas as idades.
Apesar das restrições atuais aos encontros presenciais, sabemos que O Rotary Abre Oportunidades, sempre. Agora é hora de nos preparar para que, assim que deixarmos esta pandemia para trás, voltarmos mais fortes do que nunca a um mundo ansioso por se conectar.
Evento marca reta final do ano rotário e promove o companheirismo entre clubes e associados
O Distrito 4730* divulgou hoje (28) a composição geral da coordenação e comissões específicas da XXXVI Conferência Distrital. O evento celebra os resultados obtidos durante o ano rotário 2020-21, presidido pela Governadora Anaides Orth, e marca a jornada para a reta final da gestão. Sob o tema “Rotary, a locomotiva que abre oportunidades para a vida”, a conferência será realizada de forma híbrida nos dias 28 e 29 de maio de 2021, com encontro presencial limitado no Hotel Bourbon, em Curitiba, e transmissão ao vivo pelo Youtube.
“Vivemos um ano desafiador e nele, prosperamos. Agora, está chegando a data da Conferência — um tempo de encontro dos resultados de um ano, com as expectativas do seguinte, numa organização continuada de amizade e celebração de conquistas. É preciso comemorar o que construímos neste ano. Mesmo que ainda não possamos celebrar com abraços, é preciso comemorar. Minha gratidão a todos que caminharam comigo, com o presidente Holger e, com o propósito rotário.”
— Mensagem da Governadora Distrital 2020-21, Anaides Pimentel da Silva Orth, sobre a XXXVI Conferência do Distrito 4730
A coordenação geral da Conferência Distrital será liderada pela governadora do ano rotário 1999-2000, Silvia Campos. A organização do evento será composta por cerca de 10 comissões, com denominações e atribuições específicas. Além de divulgar os resultados da gestão distrital 2020-21, a conferência terá como objetivos centrais fomentar o companheirismo, incentivar integração entre clubes e companheiros e fortalecer a imagem de Rotary e seus objetivos para a comunidade.
Saiba mais sobre os objetivos e regimento interno do evento em: Regimento Interno - XXXVI Conferência do Distrito 4730.pdf
Confira abaixo na íntegra a mensagem da Governadora Distrital 2020-21, Anaides Pimentel da Silva Orth:
“Conferência Conjunta
Quando o presidente Holger teve o seu lema escolhido, não havia pandemia e quando chegou a nós o lema ‘Rotary abre Oportunidades’, não sabíamos o quanto desafiador seria, caminhar em territórios desconhecidos.
Vivemos um ano desafiador e nele, prosperamos.
Entendemos que no coração dos rotarianos, pulsa uma ansiedade positiva, provocada pelos tempos de readaptação de nossos trabalhos.
Esse coração coletivo pulsa, induzindo a pensar, sentir e trabalhar em busca de união e aceitação de desafios.
Aceitamos os desafios impostos por tempos difíceis, entendendo que dificuldades não são barreiras, mas sim propostas para encontrarmos novos caminhos.
Encontramos mecanismos de proteção através do estímulo do uso de máscaras;
Permanecemos juntos e não deixamos nossos clubes pois, pudemos manter encontros virtuais;
Seguimos, sendo inspiração para pessoas e instituições, como exemplo, de conduta e solidariedade;
Conversamos, planejamos, realizamos e, tudo isso, graças a amizade e solidariedade dos que não largaram as mãos.
Agora, está chegando a data da Conferência — um tempo de encontro de resultados de um ano, com as expectativas do seguinte, numa organização continuada de amizade e celebração de conquistas.
É preciso comemorar o que construímos neste ano.
Mesmo que ainda não possamos celebrar com abraços, é preciso comemorar o que construímos neste ano.
Minha gratidão a todos que caminharam comigo, com o presidente Holger e, com o propósito rotário.
Anaides Pimentel da Silva Orth
Governadora do Distrito 4730”
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* O Distrito 4730 é composto pela região de Curitiba e Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Estado do Paraná.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 91% dos estudantes foram impactados pelo fechamento das escolas
Em março, a pandemia de covid-19 completou um ano desde a declaração oficial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com diversos países lutando contra a doença por meio de medidas como distanciamento e isolamento para conter a doença. O efeito dessas medidas sobre a educação foi grande: escolas fechadas, estudantes sem ferramentas para acessar as aulas virtuais, professores que precisaram adaptar conteúdos para o aprendizado online — além de diversos impactos indiretos sobre a vida de alunos, familiares e educadores.
Especialista regional de educação para América Latina do Unicef, Ruth Custode afirmou que as crianças e adolescentes da América Latina e Caribe foram as mais afetadas pelo fechamento de escolas, em entrevista ao jornal Valor Econômico. Somente no Brasil — um dos países onde as escolas ficaram fechadas por mais tempo —, os índices de abandono escolar passaram de 1,4 milhão para 5,5 milhões durante a pandemia.
Para superar esses impactos, projetos de educação ao redor do mundo tentam lidar com os desafios provocados pela covid-19. No Rotary, um dos desafios é cumprir a meta de oferecer educação de qualidade e equitativa para todas as crianças até 2030, proposta como um Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). “O Rotary tem um histórico de sucesso em lidar com grandes desafios mundiais. Nossos associados, alguns com décadas de experiência no setor educacional, estão tratando as necessidades conforme elas se apresentam”, afirma a instituição.
Leia também: Rotary Clubs de São Paulo mostram a força do serviço voluntário para mudar suas comunidades e o mundo | Rotary
O Distrito 4730* desenvolve vários projetos educacionais na comunidade paranaense e tem aumentado esforços desde o começo da pandemia para estimular e auxiliar jovens a continuarem seus estudos. Conheça algumas dessas iniciativas:
Acesso à tecnologia
De acordo com o Relatório de 2020 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, cerca de 500 milhões de estudantes não têm acesso ao ensino a distância. Dados da regional de educação para América Latina do Unicef mostram como a pandemia agravou a situação nos países latinos, em especial para as crianças que estudam em escolas públicas — apenas uma proporção de uma em cada duas crianças (50%) conseguem acompanhar aulas digitais.
Com o objetivo de transformar essa realidade, os clubes Rotary, Rotaract e Interact da família rotária Curitiba Oeste criaram o projeto “Um celular muda o futuro de um estudante!”. A iniciativa arrecada aparelhos celulares em boas condições e doa para alunos do Colégio Estadual Algacyr Munhoz Maeder, selecionando estudantes que não tenham acesso a recursos tecnológicos. Idealizada pelo Interact Club Curitiba Oeste, a campanha já entregou 13 celulares, arrecadados por meio de campanhas em redes sociais e doações de rotarianos. “Os interactianos viram a necessidade da juventude que não tem acesso [a tecnologia]. Quando fomos entregar esses celulares, a alegria dos alunos e alunas era indescritível. Eles conseguiram se tornar estudantes destaque sem ter isso, imagine onde podem chegar tendo acesso a tecnologia?! Isso nos emocionou demais”, afirma Mariane Ferreira, Governadora Eleita para a gestão 2021-22 e uma das organizadoras do projeto.
Uma dessas estudantes, Amanda** dependia de material impresso para acompanhar os estudos, depois que o único celular da família parou de funcionar. Amanda conseguiu se posicionar como uma das melhores alunas da classe em 2020, apesar da dificuldade de acesso a tecnologia, de enfrentar uma doença — que provocou inchaço e dores nas mãos e nos pés, obrigando Amanda a passar um mês de cama — e da mãe perder o emprego durante a pandemia. Segundo o clube Oeste, ganhar um celular por meio do projeto foi um “prêmio merecido por seu esforço” e irá permitir que a estudante acompanhe as aulas virtuais em 2021.
A equipe de voluntários que arrecadou e organizou as doações foi composta pelo Interact Oeste e pelas rotarianas Mariane Ferreira e Marci Ducat, também associadas a família Rotary Club Curitiba Oeste. Outra ação está sendo planejada, com cinco aparelhos celulares arrecadados até o momento. Associados da família rotária e comunidade em geral podem contribuir, entrando em contato com o Rotary Curitiba Oeste e doando celulares em boas condições de uso.
Capacitação de Professores
Orientar e capacitar professores é essencial para aumentar os índices de aprendizado infantil. O Rotary, as Nações Unidas (ONU), a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e outras organizações estão adotando essa abordagem para ajudar os professores a prepararem aulas que garantam um aprendizado efetivo. “O educador tem o poder de transformação. Investir só em infraestrutura e espaço físico pode não dar resultado nenhum se não houver profissionais treinados e motivados. A valorização dos professores é essencial pra melhorar a educação”, afirma Marcele Minozzo, diretora de projetos humanitários do Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.
“Quando estávamos fundando o nosso clube, imaginando quais seriam nossos valores e nossos objetivos, fizemos um brainstorming. Pensamos em como nós poderíamos mudar o mundo, e educação foi um tema muito recorrente”, conta Minozzo. No Distrito 4730, o Curitiba Norte Inspiração está elaborando uma iniciativa para capacitar professores de um centro educacional infantil. O projeto tem como objetivo oferecer treinamentos e workshops para os professores, que devem aplicar os aprendizados em sala e escrever um artigo sobre a experiência. Para reconhecer e valorizar os trabalhos realizados em sala de aula, os três artigos com a melhor classificação serão publicados e o selecionado como vencedor receberá um prêmio.
Equipando escolas
Além da valorização e capacitação de professores, o projeto do Rotary Club Curitiba Norte Inspiração solicitou um subsídio global da Fundação Rotária*** para equipar duas escolas com mesas educacionais tecnológicas. “As crianças sentam ao redor da tela interativa e o equipamento tem softwares para ajudar nas disciplinas de português e matemática. Mas, nosso foco principal é a alfabetização [dos alunos]”, explica Marcele. Segundo Minozzo, a ideia de adicionar soluções educacionais ao projeto surgiu a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) abaixo da meta nacional, apresentado por ambas as escolas selecionadas pela iniciativa. “Queremos tentar elevar essas notas”, acrescenta.
As escolas participantes serão a Escola Municipal Professora Joana Raksa e o Centro de Educação Integral (CEI) Expedicionário, integrantes do Núcleo Regional de Educação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Para o diretor do CEI Expedicionário, Adriano Borecki, o projeto também traz a possibilidade de aumentar o engajamento da comunidade na educação infantil. De acordo com o diretor, a escola se torna um recurso para crianças e famílias numa realidade socioeconômica vulnerável, em que precisam enfrentar diversos desafios diariamente. “Sobre a alfabetização, é uma série de fatores que faz com que seja [um processo] cada vez mais desafiador. Com a pandemia, ficou tudo mais difícil pela distância entre criança e escola, é algo muito prejudicial. Mas vejo que a chave para alfabetização é o envolvimento da família. Quando os familiares estão engajados, em contato com o professor e com a criança, têm uma maior participação e [isso] resulta em melhores resultados”, afirma Borecki.
O diretor também acredita que iniciativas como a parceria entre Rotary e escolas públicas fazem a diferença nessas comunidades, e agradece a dedicação e empenho da equipe rotariana. “São pessoas que sabem que a educação é a chave para uma mudança na sociedade. Vejo isso com muito carinho e fico muito feliz de vê-los abraçando uma escola como a nossa, com todas as suas mazelas e dificuldades. Não é uma realidade diferente de outras regiões vulneráveis, mas para as crianças e famílias que convivem com essas questões, a escola é um recurso e esperança de ter um futuro melhor, com ensino e aprendizagem. É algo que, como gestor, vou guardar no coração para sempre e espero que mais atividades como esta sejam desenvolvidas em muitas outras escolas também”, relata.
Outra iniciativa dedicada a equipar escolas, o projeto “Educar” doou mais de 100 obras para o Colégio Estadual Paulina Pacífico Borsari, entre outros materiais escolares. O objetivo foi colaborar com o acervo da biblioteca, que atende aproximadamente 380 estudantes do ensino fundamental, médio e atendimento educacional especializado. A ação foi liderada pelo Rotary Club de Curitiba Guabirotuba e arrecadou cerca de mil reais em livros e materiais escolares.
Leitura e alfabetização infantil
Criado há cinco anos, o projeto Linha de Leitura tem como objetivo diminuir os números de crianças sem conhecimentos básicos no nível primário. Segundo Celida Helena de Andrade Vieira, coordenadora do projeto, o foco inicial era apenas criar o hábito de ler nas crianças do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “Consequentemente, tivemos outros resultados, muito maiores do que esperávamos, e que mudaram nosso objetivo principal. As crianças melhoraram muito no quesito alfabetização e em áreas como história, geografia, entre outras”, explica. Somente na região do município de Pinhais, as crianças participantes do projeto tiveram uma melhora percentual de aproximadamente 2 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O Linha de Leitura foi idealizado a partir de um método holandês, em que as crianças são testadas e niveladas de acordo com suas habilidades de leitura. A iniciativa fornece os materiais e agrupa as crianças em duplas com o mesmo livro durante 15 minutos. Em seguida, o desempenho das crianças é avaliado e a professora que aplica o teste determina qual o nível de leitura dos estudantes. São oito níveis e, dependendo do desempenho, as duplas podem ser reajustadas, unindo sempre as crianças que compartilham o mesmo nível.
“O resultado foi surpreendente porque os alunos têm liberdade de escolher os livros que querem ler. Utilizamos um material lúdico e distribuímos em cestas coloridas de acordo com o nível de leitura”, descreve a coordenadora. Celida também relata que o projeto costuma ser aplicado no início do ano letivo e “permanece na escola para sempre”.
Desde o início da iniciativa, o projeto Linha de Leitura já foi aplicado em cinco municípios do Paraná — Bocaiúva, Colomba, Curitiba, Pinhais e Ponta Grossa —, com a participação de aproximadamente 6 mil crianças. No momento, as atividades estão paralisadas até que seja possível o retorno em segurança das aulas presenciais nas escolas municipais. “Assim que as aulas voltarem ao normal, estaremos disponíveis para implantação em outras cidades”, afirma Vieira.
Como ajudar
Saiba como apoiar o Rotary no desenvolvimento de iniciativas educacionais em: rotary.org/pt/our-causes/supporting-education.
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* O Distrito 4730 é composto pela região de Curitiba e Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Estado do Paraná.
** Nome fictício para proteger a identidade da estudante.
*** A Fundação Rotária (TRF) é o braço filantrópico do Rotary, criado para fins humanitários e educacionais, que lidera esforços de acabar com a pólio e promover a paz. Rotarianos e amigos do Rotary apoiam o trabalho da Fundação através de contribuições voluntárias. A Fundação trabalha para acabar com a pólio, financia projetos através de subsídios e assume outras iniciativas globais.
Conheça as iniciativas globais do Rotary para diminuir a mortalidade entre crianças e promover o acesso à saúde materna
Saúde materno-infantil é uma das sete áreas de enfoque do Rotary e o tema de celebração e conscientização em abril. Dados do Rotary International apontam que aproximadamente seis milhões de crianças com menos de cinco anos morrem anualmente devido a diversas causas. Para reduzir essas estimativas, a instituição busca viabilizar e ampliar o acesso a cuidados adequados para garantir a saúde materno-infantil por meio de vários projetos, como: vacinas, kits para partos e clínicas móveis, iniciativas de educação e conscientização, bancos de leite, entre outros.
“As crianças que ainda estão vivendo sua primeira infância são as mais vulneráveis diante de situações adversas, pois ainda são indefesas e se tornam ainda mais frágeis quando não podem usufruir dos cuidados necessários ao seu bom desenvolvimento. Rotary vem, a cada etapa, ampliando o acesso a cuidados adequados, saneamento, educação e oportunidades econômicas para garantir a saúde e prosperidade de mães e filhos.”
— Mensagem de Anaides Pimentel da Silva Orth, Governadora do Distrito 4730
Internacionalmente, o Rotary se concentra na criação de programas com foco na mulher, aumentando acesso a profissionais qualificados da área de saúde e doando equipamentos hospitalares. No Haiti, o Rotary forneceu um jipe completamente equipado para voluntários e parteiras atenderem mães e crianças de áreas distantes. Em Chennai, na Índia, um grupo de rotarianos forneceu uma unidade móvel para diagnóstico de câncer e ofereceram treinamento sobre o assunto, com o objetivo de reduzir os altos índices de mortalidade por câncer de mama e cervical.
Unindo Rotary Clubs do Japão e do Brasil, uma parceria de subsídio global permitiu que o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua aumentasse em 70% a capacidade de atendimento em uma UTI pediátrica. Com o projeto, o hospital passou a cuidar de 220 bebês por ano. O subsídio da Fundação Rotária* possibilitou a compra de cinco incubadoras, cinco respiradores mecânicos, um medidor de bilirrubina, três berços com aquecimento, cinco monitores de sinais vitais e uma unidade de fototerapia microprocessada com super LED para tratar bebês com icterícia. Desenvolvido em 2017, o projeto teve um investimento em torno de 172 mil dólares.
Equipando hospitais
No Paraná, outra iniciativa financiada por recursos de subsídio global pretende criar um Banco de Leite Humano (BLH) no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A meta é suprir a demanda por leite materno da maternidade e, em especial, da UTI Neonatal, que atende pacientes de Curitiba e Região Metropolitana, exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A amamentação é capaz de reduzir a mortalidade infantil por doenças comuns na infância, ajudando também na recuperação e aumento da imunidade. Cerca de 250 a 300 bebês internados na UTI neonatal devem ser atendidos por ano com o banco de leite, além do potencial de estender o projeto para atender também a comunidade externa.
Liderado pelo Rotary Club de Curitiba, o projeto conta com o apoio do Rotary Club Curitiba Rebouças - ambos os clubes do Distrito 4730** - e parceria internacional do Rotary Club de Paradise, integrante do Distrito 5160***. Com orçamento estimado em torno de 40 mil dólares, a iniciativa do Banco de Leite foi aprovada pela Fundação Rotária em janeiro deste ano e está na fase de planejamento para a implantação dos equipamentos junto com a equipe do hospital, que será responsável pelo treinamento dos funcionários que trabalharão no banco de leite.
Cuidando da saúde infantil
Também com foco na saúde infantil, o projeto “Zero à Seis” oferece treinamentos sobre a importância do afeto na educação de crianças em situação de vulnerabilidade. Desenvolvida em 2016, a iniciativa — liderada pelo Rotary Club de Curitiba Portão — tem como objetivo capacitar profissionais de Organizações Não-Governamentais (ONG) que mantêm casas de acolhimento para crianças, especialmente da faixa etária entre 0 a 6 anos de idade. A inspiração para criação do projeto veio de estudos neurocientíficos que indicam a importância dos cuidados com a saúde mental, emocional e física de crianças de zero a seis anos de idade, independente da situação econômica e social.
Nos últimos cinco anos, o projeto “Zero à Seis” trabalhou com 19 organizações em Curitiba, que juntas atendem mais de 700 crianças. Os treinamentos capacitaram mais de 100 profissionais, com palestras temáticas ministradas por neurologistas, pediatras, psicólogos e educadores. Devido a pandemia, o programa de capacitação no segundo semestre de 2020 foi realizado virtualmente. O projeto conta com um investimento total de 20 mil reais e com o apoio e parcerias das organizações: Rotary Club de Curitiba Fraterna; Igreja Presbiteriana de Curitiba; Instituto Zero a Seis — na pessoa do falecido neurologista e neurocientista João Figueiró; Fundo Distrital do Distrito 4730; Caravelle Hotel; Pão Nino; e Hotel Bourbon. Além das organizações, também foram parceiros da iniciativa: Rulian Belinski Maftum; Camila Somavilla Maftum; e Máximo Lorenzetti.
Outro projeto do clube Curitiba Portão com foco nas crianças é a iniciativa “Zero à Dois Anos”. Criado em 2019, o projeto apoia mães de recém-nascidos da Favela Parolin com orientações sobre os cuidados básicos dos bebês e oferece doações de enxovais. As ações acontecem na Unidade de Saúde do Parolin e os enxovais para recém-nascidos são confeccionados pela ONG Cortina de Amor. Devido à pandemia, as palestras foram interrompidas, contudo a doação de enxovais continua. São produzidos e doados cerca de 20 enxovais por mês, com recursos fornecidos pelo Rotary Club Portão. O projeto “Zero à Dois Anos” conta com a cooperação do Rotary Club de Curitiba Água Verde e coordenação de Jeinnie Tamar Belinski Maftum, Diane Pitta Saboia e Abdala Radi Maftum.
No Rotary Club Curitiba Guabirotuba, o projeto “Acolher” organizou doações de colchões e travesseiros para a Casa de Apoio São Félix, que recebe crianças realizando tratamento oncológico em Curitiba. A instituição atua de forma voluntária há 27 anos, recebendo pacientes em tratamento no Hospital Erasto Gaertner e acompanhantes sem recursos para se hospedar na cidade. O projeto “Acolher” identificou a necessidade de substituir os colchões e travesseiros que estavam em uso desde a inauguração da Casa de Apoio e se encontravam em más condições. Foram doados 14 colchões e travesseiros, além de 15 capas de travesseiro hospitalares, totalizando um investimento de aproximadamente 4 mil reais. A ação teve como parceira a Associação dos Conselheiros, Auditores e Procuradores do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (ATCPAR).
Conheça mais sobre os projetos do Rotary nessa área de enfoque e saiba como ajudar em: Saúde de mães e filhos | Rotary
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* A Fundação Rotária (TRF) é o braço filantrópico do Rotary, criado para fins humanitários e educacionais, que lidera esforços de acabar com a pólio e promover a paz. Rotarianos e amigos do Rotary apoiam o trabalho da Fundação através de contribuições voluntárias. A Fundação trabalha para acabar com a pólio, financia projetos através de subsídios e assume outras iniciativas globais.
** O Distrito 4730 é composto pela região de Curitiba e Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Estado do Paraná.
*** O Distrito 5160 é formado pela região Central-Norte da Califórnia, desde a cidade de San Ramon até a cidade de Weed.
Mesmo diante de tantos desafios, os Presidentes dos RCs do Brasil vão apadrinhar pelo um novo associado como forma de externar solidariedade e reconhecimento ao PRI Holger Knaack, pela bravura como conduziu o movimento rotário mundial em contexto tão adverso.
Dia 03 de maio de 2021, às 17h.
Admissão ao vivo pelo Presidente de RI;
Certificado de Posse assinado pelo Presidente de RI;
Oportunidade de participar ao vivo com PRI.
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